Joshua x Parker. Mais um tira-teima pesado

By | 27/03/2018

Por Paulo Godinho

Sábado, 31 de março, teremos o combate entre Anthony Joshua e Joseph Parker pela unificação dos títulos AMB/FIB e OMB. Até aí, uma disputa comum entre dois campeões de organismos diversos, mas a crítica imprensa inglesa ainda questiona o queixo do garotão Joshua, que lhe deu um susto, em abril de 2017, quando a revelação inglesa, enfrentando  Wladimir Klitschko, sofreu um KD no 5º tempo. É certo que ele se recuperou e despachou o ucraniano no 11º, retribuindo-lhe o passeio à lona e a decisão do árbitro encerrando a luta.

Joshua viria a enfrentar Carlos Takam em outubro do ano passado, impondo-lhe um TKO no 10º, sem se expor muito. Cumpriu tabela e agora vai encarar o neozelandês Joseph Parker, invicto e detentor do cinto OMB, mas cuja forma de lutar não me dá razões, ao contrário, para muitos que acreditam numa vitória dele no sábado. Assisti alguns combates de Parker e tive a impressão de que ele confia em sua capacidade de receber golpes e, por vezes, negligencia a defesa, revelando uma irresponsabilidade nada comum entre pesos pesados que desejam conservar seus títulos. Agora, ele irá enfrentar um adversário bem mais alto, com excelente alcance de golpes e mãos pesadas.

O estilo ofensivo de Joseph Parker estará correndo sérios riscos em facilitar o caminho para os golpes de Anthony Joshua, que é sempre um  pugilista paciente e calmo mas, nessa luta, poderá dar-se ao luxo de aguardar as precipitações do neozelandês para acabar a brincadeira, a hora que bem entender. Mas se Parker forçar o inglês a buscar luta, cobrindo-se bem e só batendo nos momentos em que encontrar brechas, estará contribuindo para as declarações de alguns jornalistas, que acham quer Parker poderá por Joshua fora de combate.

Unificação

Nos Estados Unidos, Deontay  Wilder estará aguardando o vencedor deste sábado para uma unificação completa de títulos. Em seu último compromisso, Wilder provou que aguenta  pancada mas, por outro lado, sua atuação, embora ganhando a luta, tecnicamente foi um desastre. Salvou-se, como diria o lendário Elair Reis (Jiu-Jitsu), via um “Lucky punch”.

Tudo me faz crer que veremos nos últimos meses deste 2018 o combate entre Deontay Wilder e Anthony Joshua, dois vencedores, comprovados pegadores, mas que ainda não conseguiram unanimidade na imprensa de seus países.  Contra eles ainda pesam aquele KD no 5º imposto por Wlad Klitschko em Joshua, e aquele aterrorizante 7º round, que Luis Ortiz teve Wilder nas mãos para finalizar e perdeu a chance de ser o primeiro cubano a reinar nos pesados.

É sábado, no Principality Stadium, em Cardiff( Reino Unido), arbitrada pelo italiano Giuseppe Quartarone. Pelo que já assisti de Joseph Parker, acho que Anthony Joshua não encontrará muita dificuldade em encerrar a contenda  antes do 12º tempo. Na programação, uma preliminar entre dois outros valores dos pesados: Alexander Povetkin (33-1-0) contra David Price (22-4-0).

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