Há 23 anos o boxe perdia lendário Carlos Monzón

By | 08/01/2018

Morte de Monzón em acidente de carro abalou profundamente seus compatriotas (Arquivo)

Foi em um domingo, há exatos 23 anos, que o boxe perdeu um de seus grandes protagonistas dentro e fora dos ringues. O argentino Carlos Monzón morreu ao chocar o carro que ele mesmo conduzia em uma estrada rural quando retornava ao presídio localizado em Las Flores, província de Santa Fé. Na época o governador da província era Carlos Reutmann, ex-piloto de Fórmula 1. Ainda em agosto de 1993, Monzón havia obtido autorização para deixar a prisão nos fins de semana por bom comportamento. No dia de sua morte – 8 de janeiro de 1995 – ele tinha 52 anos.

Monzón (87-3-9, 59 KOs) foi um dos maiores pesos médios (72,5k) da história, campeão durante pouco mais de sete temporadas, defendendo o reinado por 14 vezes. Em sua trajetória superou rivais do porte de Rodrigo Valdés, José “Mantequilla” Nápoles, Jean Claude Bouttier, Emile Griffith, Nino Benvenuti, entre tantos outros. Em suas três irrisórias derrotas – somente por pontos – uma delas foi para o brasileiro Felipe Cambeiro, no Rio de Janeiro em 1964.

Fora dos tablados, Monzón era um bon vivant. Mantinha relacionamentos com artistas renomados, participava de filmes, séries e programas de TV, teve casamentos atribulados, inúmeros episódios de agressões, tentativas de assassinatos e, por fim, o homicídio contra a mulher Alicia Muniz, em fevereiro de 1988. Em julho de 1989, acabou condenado a 11 anos de prisão. Apesar dos altos e baixos, Monzón é lenda.

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