‘El Matador’ Mayorga, enfim, sai do esporte

By | 16/01/2018

Ricardo Mayorga foi controverso, mas capaz de obter dois cintos mundiais

Seus melhores momentos ficaram para trás há muito tempo, porém, ele insistia em prosseguir nas competições. O nicaraguense Ricardo “El Matador” Mayorga finalmente decidiu comunicar seu retiro do esporte aos 44 anos, deixando para trás os títulos mundiais nas categorias meio-médio (66,6k) e supermeio-médio (69,8k) e combates com grandes nomes de sua época.

Mayorga (32-10-1, 26 KOs) reconheceu que sua trajetória deveria ser interrompida em entrevista emocionada a canal de TV em seu país. “Quando eu era criança, prometi a minha mãe que me tornaria campeão do mundo no boxe”, disse Mayorga. O atleta lembrou que participou de 112 lutas amadoras, tendo ganhado 107 e perdido apenas cinco por decisão de pontos dos juízes, para só depois caminhar pela esfera remunerada.

Poucas lutas

A derradeira aparição de Mayorga foi novembro passado quando acabou parado no nono giro pelo invicto e promissor russo Andrey Sirotkin, depois de alegar ferimento. O boxeador nicaraguense ratificou seu nome nos ringues ao conquistar o cinto mundial, em 2002, ao superar Andrew Lewis e ficar com a coroa AMB meio-médio. Na temporada seguinte venceu duas vezes Vernon Forrest (já falecido) acrescentando o cinto CMB na mesma divisão. No fim do ano ficou sem nada ao perder para Cory Spinks.

Sempre pelas mãos do promotor Don King, Mayorga ainda se recuperou com a obtenção da correia CMB supermeio-médio, em 2005, porém, acabou suplantado por Oscar de La Hoya na primeira defesa na temporada seguinte. Desde então buscou novas oportunidades, atuou pouco e ainda assim pôde desafiar Miguel Cotto – dono do cinto AMB supermeio-médio – sucumbindo no início do 12º round.

Aplauso dos fãs

Controverso dentro e fora dos tablados, Mayorga jamais deixou de provocar seus oponentes em pensados jogos mentais. Ele teve confrontos memoráveis contra Fernando Vargas, Shane Mosley e Felix “Tito” Trinidad. “Acho que o esporte é para os mais jovens e já não sou mais um deles. É hora de pendurar as luvas e dizer adeus. Agradeço a Deus porque recebi aplausos (dos fãs), recebi prêmios, medalhas, troféus e títulos… Eu os tenho todos guardados em minha casa”, comenta o nicaraguense.

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