Anthony Joshua avalia carreira sem atuar nos EUA

By | 21/01/2018

Campeão unificado dos pesados, Joshua atrai grandes públicos para suas lutas (Divulgação)

Com carreira impecável até o momento, Anthony Joshua, 28, acredita não ser necessário lutar nos Estados Unidos como forma de colocar seu nome entre os maiores da história. Sem nunca ter atuado profissionalmente fora da Grã-Bretanha, ele avalia ser possível seguir no caminho de triunfos, conquistar de títulos e atrair multidões para seus combates. Joshua não se sente seduzido para ficar diante das luzes de Las Vegas ou entrar no icônico Madison Square Garden de New York.

“Eu até pensaria em ir para os Estados Unidos se as pessoas me mostrassem que eu consolidaria meu legado. Mas tudo gira em torno do mercado. (A Grã-Bretanha) é muito forte, tudo é brilhante. Então porque eu deixaria de competir aqui?” questiona o invicto Joshua (20-0-0, 20 KOs), atual dono dos títulos unificados AMB e FIB dos pesos pesados.

Públicos gigantes

Joshua não crê em necessidade de partir para a América somente porque alguns compatriotas como Lennox Lewis, Amir Khan ou Ricky Hatton o fizeram no passado. “Não quero fazer só porque outros já fizeram”, desabafa o britânico de 1,98m. Ele lembra que suas lutas com Wladimir Klitschko, em Wembley, e Carlos Takam, no País de Gales, levaram 90 mil e 78 mil pessoas, respectivamente.

Público de quase 80 mil torcedores também é esperado para a próxima aparição de Joshua contra Joseph Parker, em 31 de março, no Principality Stadim (Gales). O triunfo pode levá-lo a ficar mais perto de encarar seu inimigo declarado Deontay Wilder – desde que este vença Luis Ortiz, em 3 de março nos EUA. Para Joshua o melhor cenário para abrigar a luta com o ianque seria mesmo Wembley e não Las Vegas ou New York. Onde mais um confronto com essa expectativa levaria mais gente que não a Grã-Bretanha?

4 thoughts on “Anthony Joshua avalia carreira sem atuar nos EUA

  1. Paulo Roberto Godinho

    E obvio que a grande esperança inglesa Antrhony Joshua, não tem necessidade de lutar em Las Vegas ou New York, para dizer ao mundo que ele lutou em solo americano. O Boxe nasceu na Inglaterra, e de lá para o resto do mundo. As regras modernas do Boxe, foram elaboradas por John Sholto Douglas, o Marquez de Queensberry, lá pelo ano de 1865/66, um nobre inglês que amava o Boxe, e que, depois do término da Guerra de Sesseção, nos USA, fez por lá uma tournée, acompanhado de ex-lutadores também ingleses, para conhecerem o que se fazia no Boxe americano, e assim elaboraram as chamadas Regras Queenberry, que são o divisor de águas entre o Boxe dos Punhos Nús e o Boxe da Era Moderna, cujo primeiro campeão foi o pesado John Laurence Sulivan. O Boxe na Inglaterra sempre revelou grandes nomes, e o povo de Sua Majestade Real, sempre lotaram estádios e jasmais deixaram de prestigiar seus heróis de luvas. No momento, Joshua consegue lotar estadios, arrecadando sifras que seriam inimagináveis, caso suas lutas fossem no Madison Square Garden ou no MGM Grand Garden. Um campeão s efaz dentro de um ringue, onde quer que ele esteje, e a nova “jóia da coroa”, mostrará, nesse seu próximo compromisso, que o carismático Wembley Stadium tem tanto péso como os notáveis locais de New York ou Las Vegas, que não conseguiriam aueles públicos fabulopsos de quase 90.000 pessoas, que vêm prestigiando o peso-pesado inglês. E também existe o lado a se observar; Deontay Wilder ainda não conseguiu a confiança da Imprensa e do público do seu país, portanto, caso Joshua encare Wilder no futuro, o peso e a fidelidade do povo inglês aos seus boxeadores se fará sentir, e não creio que esse combate deixasse de ser realizado na Inglaterra. Ah! Para Wilder pensar em Londres ou outra cidade inglesa, ele terá que despachar o cubano Luiz Ortiz, que não é nenhuma galinha morta.

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