AMB confirma destituição de título de Rigondeaux

By | 13/12/2017

Rigondeaux (d) está vivendo inferno astral desde revés para Lomachenko (Divulgação)

Seguramente os últimos dias não têm sido os melhores na vida do cubano Guillermo Rigondeaux, 37. No último sábado, no Madison Square Garden em New York (EUA), ele abandonou o combate com o ucraniano Vasyl Lomachenko ao fim do sexto round por suposta fratura na mão esquerda. Ontem, membros de sua própria equipe confidenciaram que o caribenho teve lesão muito mais leve que a anunciada e, hoje, a Associação Mundial de Boxe (AMB) ratificou sua decisão de despojá-lo do título de supercampeão da categoria supergalo (55,3k).

A principal justificativa para a destituição de Rigondeaux (17-1-0, 11 KOs e 1sd) é que a AMB tinha determinado que ele concedesse revanche ao mexicano Moises Flores pelo ocorrido entre eles na embate de junho passado. No ringue, o cubano conseguiu nocaute logo no primeiro round, contudo, na verificação do vídeo, constatou-se que o golpe definitivo fora aplicado após o toque do gongo. Com isso, o resultado foi transformado em “sem decisão” pela  Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC, por sua sigla em inglês).

Em vez de brigar novamente com Flores, Rigondeaux optou por subir duas divisões de peso para se encontrar com Lomachenko. Antes mesmo de ser derrotado, o cubano havia sido informado que a AMB adotaria a postura de retirar seu cinturão. Agora, a entidade presidida por Gilberto Jesús Mendoza confirma que o cetro será disputado entre o próprio Flores e o americano Daniel Román – até então dono do cinto regular do organismo – para que a categoria tenha apenas um só campeão.

2 thoughts on “AMB confirma destituição de título de Rigondeaux

  1. Paulo Roberto Godinho

    O que certamente aconteceu com Guilhermo Rigondeaux, só vejo esplicação no fato em que ele, aos 37 anos, apesar de ser um ótimo pugilista nos super-galos, já não encontrava mais empresários que se interessassem por suas apresentações. Coisa de Mercado, de simpatias de público, de acertos publicitários, fatores primordiais para a assenssão de lutadores. Aos 37 anos e com pouco interesse daqueles que de fato movimentam mo dinheiro, o staff do cubano resolveu tentar um quase impossível, mas sair com dinheiro no bolso, e aí, propuseram o desafio aos super-penas, encarando o Vasyl Lomachenko, que sobrava em prestígio e onde Rigondeaux receberia uma bolsa como ele nunca conseguira em seus compromissos anteriores. O detalhe da comparação física entre Lomachenko e Rigondeaux, para mim, foi o determinante para aquilo quer vimos sábado passado no teatro do MSG. Agora, a equipe do cubano diz que a lesão por ele reclamada e que o levou ao abandono do combate no início do 7º round, não é séria, e eu, entendi no dia, que o cubano , ao encerrar o 6º tempo, retornava para seu canto convicto que não poderia ganhar a luta, e, seria para ele mais honroso, declarar-se contundido e abandonar naquela hora, do que continuar o combate e ver-se na situação de amargar um TKO humilhante, por decisão do árbitro ou uma toalha por parte dos seus segundos. Ele sabia que, subindo aos super-penas, seria destituído do seu título de super-galos. Agora, terá que começar tudo de novo, aos 37 anos, e já não sendo o queridinho dos empresários, as coisas não lhe serão muito fáceis. Se é que pode ser encarado como consolo, restou-lhe … o dinheiro no bolso. Sempre fui um admirador desse notável cubano, a ponto da sua fuga da Vila Panamericana, aqui no RJ em 2007, era para se encontrar comigo na Academia Body Tech, na Barra da Tijuca, mas nunca concordei no absurdo dele subir duas categorias para lutar contra um extra-terrestre como Lomachenko, que agora, possivelmente por almejar bolsas maiores , já vai subir um degrau também. Manny Pacquiao é para mim o maior e mais perfeito de todos os exemplos de um lutador fantástico que saíu dos super-moscas para escalar categorias de peso até enfrentar meio-médios . Floyd Mayweather veio dos penas e chegou a enfrentar Saul Canelo Alvarez nos médios -ligeiros, mas teve muita sorte, porque o mexicano amarelou e o Money deitou e rolou com sua técnica de outro planeta, ganhando uma luta que, à primeira vista, lhe seria desfavorável pelo lado físico. Como admirador do Boxe de Guilhermo Rigondeaux, imagino que , retornando às 122 lbs (55,300 kg) voltará a ser o grande campeão de sempre, agora, …com um pouco mais de juízo.

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    1. ligadeboxev2 Post author

      Perfeita análise. Mas alguns detalhes começam a ser revelados como o treinador Pedro Diaz dizendo que “poupou” Rigondeaux de eventual maior surra para Lomachenko.

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